Um falso empresário, de 45 anos, foi preso durante operação da Polícia Civil (PC) suspeito de aplicar uma série de golpes de estelionato por meio de sociedades, em Aparecida de Goiânia. Os prejuízos provocados por Anderson Luis de Souza são milionários, de acordo com a corporação.
Além da prisão, a PC também apreendeu celulares, um computador, uma arma de fogo de uso restrito e munições, que serão periciados. As investigações apontam que Anderson se apresentava às vítimas como empresário bem-sucedido, especialmente no ramo da saúde. Ele usava um discurso sofisticado e a boa aparência para convencer as vítimas a participar de supostas sociedades empresariais.
Conforme a investigação, o falso empresário buscava pessoas com “nome limpo” e bom histórico bancário, afirmando que necessitava “trabalhar o score” das vítimas para viabilizar novos negócios. Anderson prometia participação nos lucros e a inexistência de riscos para ter êxito no golpe.
Após conquistar a confiança das vítimas, o investigado passava a usar de forma indevida os dados pessoais, bancários e financeiros dos alvos, abrindo contas, empresas, fazendo empréstimos e financiando veículos, além de emitir cheques e realizar operações financeiras sem autorização. Uma mulher contraiu uma dívida de R$ 500 mil com a Receita Federal.
As vítimas descobriram a fraude ao receberem cobranças bancárias, notificações judiciais, registros negativos e pendências fiscais referentes a operações, que não tinham conhecimento. Também foram identificados indícios de falsificação de assinaturas e documentos, além do uso indevido de veículos e cartões vinculados às vítimas e familiares.
O suspeito, que pode responder por falsidade ideológica, falsificação de documento público, estelionato e extorsão, ameaçava vítimas que pretendiam denunciar os crimes. Durante a investigação, a PC identificou que Anderson já respondia a um outro inquérito por crimes praticados com o mesmo modus operandi.
A reportagem não conseguiu localizar a defes de Anderson para que se posicionasse.
A divulgação do nome e da imagem do investigado foi autorizada judicialmente, com a finalidade de identificar outras possíveis vítimas, em estrito respeito à legislação vigente e à Lei de Abuso de Autoridade.
Eventuais vítimas que reconheçam o investigado ou tenham sofrido prejuízos semelhantes devem procurar a 5ª DDP de Aparecida de Goiânia para registro e adoção das providências cabíveis ou efetuar denúncias via Disque 197. As investigações prosseguem visando à análise dos materiais apreendidos, à identificação de outras possíveis vítimas e ao esclarecimento integral dos fatos