Em meio a disputas apolíticas entre vários pré-candidatos, mesmo com o 10º maior colégio eleitoral do Estado, o município pode completar 12 anos sem um representante na Assembleia.
Caro leitor(a) formosense, você mesmo, que, apesar de amar esta cidade, seja filho desta terra ou abraçado por ela, hoje sente vergonha, indignação ou nem sabe mais o que sentir ao observar um cenário pré-apocalíptico, graças à situação causada pela falta de gestão, representatividade, competência e busca pelo poder.
Formosa aqui não é simplesmente uma palavra, para nós não é um adjetivo, é verbo, conjugado com toda a força da natureza, que teima em resistir. Deixando um pouco a analogia crítica, eu quero trazer uma reflexão sincera a todos. Formosa, mais uma vez, corre sério risco de não ter nenhum representante legitimamente eleito pela terceira vez. Se isso acontecer, serão 12 anos sem sequer um representante na Alego, onde existem 41 cadeiras cativas.
Sendo o 10º maior colégio eleitoral do estado, com cerca de 80 mil eleitores, quantidade suficiente pra eleger dois deputados estaduais e até mesmo um federal, sendo assim, como é possível que isso novamente aconteça?
Resumindo: não se trata de culpar os paraquedistas que buscam votos na cidade, isso é uma leitura totalmente fora de contexto, porque, em todos os pleitos, em todas as cidades, o mesmo acontece. O que aqui não existe é capacidade coletiva de união da classe política, pensando de forma Formosa.
Mas vamos encarar a realidade, situação e oposição aqui conseguem criar novas variantes, como um verdadeiro vírus. Ainda assim, Formosa sobrevive às ondas radiofô… corrigindo, radioativas, contrariando qualquer onda radiológica — ou seria radiocêntrica?