A recente alteração no trânsito da Avenida Isper Gebrim, uma das vias mais movimentadas do bairro formosinha, acendeu um sinal de alerta entre motoristas e comerciantes. A substituição do modelo tradicional de vagas paralelas pela configuração em “escama de peixe” (estacionamento em ângulo) transformou-se no principal tópico de debate sobre mobilidade urbana no município, motivando reclamações generalizadas e relatos de insegurança viária.
Embora o modelo em ângulo tenha sido adotado para otimizar o espaço público e ampliar a oferta de vagas, a aplicação prática na Avenida Isper Gebrim tem gerado o efeito inverso na fluidez do tráfego.
Criou-se um ponto cego crítico: Motoristas apontam que a maior dificuldade ocorre no momento de deixar a vaga. Ao engatar a marcha ré, a visibilidade da pista fica severamente comprometida, forçando o condutor a projetar parte do veículo na avenida “às cegas”, e sem contar que, alguns motoristas desavisados insistem em estacionar no lado direito da via. Observando ainda que a pista ficou bem mais estreita com o espaço ocupado pelos carros parados na diagonal a área útil de rolagem da via, e com isso espreme o fluxo de veículos.
Comerciantes locais temem que a percepção de perigo afaste os clientes que utilizavam a avenida para fazer compras. Segundo relatos coletados, acidentes e “sustos” na via tornaram-se rotina após a intervenção, principalmente nas horas de (pico), entre 11:00 hs e 13:00hs.
Diante do volume de queixas e do clamor popular por uma solução que garanta a segurança viária de motoristas e pedestres, a comunidade aguarda um estudo de readequação técnica para avaliar se o modelo será mantido, modificado ou revertido.